Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Other Side of the World..

Other Side of the World..

Vi-te e encontrei-te.

por Cátia Bernardo, em 01.03.07

    Eu vi-te... Vi-te nos meus sonhos, nas minhas idealizações, nos meus segredos, nos meus desejos. Vi-te a amares-me, a queres-me, a protegeres-me.
    Eras um amparo no meu pensamento, um refúgio a que só eu tinha acesso. Vi-te quando me olhei no espelho, quando fechei os olhos para adormecer da realidade que me rodeava, vi-te no meu sorriso, nas minhas palavras, nas minhas lágrimas.

   Hoje vejo-te... Vejo-te na distância, nas minhas ilusões, vejo-te no impossível. Mas continuo a ver-te nos meus segredos e nos meus desejos.
   Vejo-te no meu destino, no meu caminho de casa, em cada passo que dou, vejo-te na música... E nos braços de outras mulheres, outras que não eu. Eu..., que te sonhei, que te idealizei, mas sem te poder tocar realmente, sentir realmente, sentir o teu cheiro, segredar-te ao ouvido aquelas palavras.

   Eu só queria poder sorrir contigo, poder partilhar o silêncio contigo, contar as estrelas, sonhar contigo mas tendo-te a meu lado, ouvir a tua voz a dizer o meu nome, o meu! e mais nenhum outro. Mas a realidade é diferente, ela brinca connosco, põe os nossos sonhos à nossa frente sem os podermos ter.

  Vi-te um dia.. E encontrei-te agora. E agora? 

Querer e nao poder ter

por Cátia Bernardo, em 22.10.06

É frustrante querer e não poder ter... É frustrante ter que oprimir um sentimento que anseia em crescer a cada dia que passa. É como se o desejo o alimentasse, como se fosse vento que ateia uma fogueira.

É frustrante ficar no silêncio quando todo o meu corpo grita de desespero. Mas não posso, não posso... Tenho que empurrar tudo isto e ficar vazia.. vazia como o nada, cheia de vazio em mim. Mas eu quero, e quero querer.. Quero desejar...quero ter... quero tocar... quero-te ver.

Se calhar é o facto de ser errado que tanto me fascina, que me atrai como uma luz no meio da escuridão imensa.. é tão errado, é pecado. Mas é doce, és tão doce..
Ou se calhar é o facto de me transmitires a tranquilidade e a harmonia que eu tanto preciso. A tua voz suave entra no meu ouvido e acalma a minha alma, fá-la ficar serena; é como ouvir a chuva cair lá fora num dia de tempestade.

Aparentas ser tão diferente, diferente do mundo que me rodeia cheio de encruzilhadas e armadilhas. Tens mistério dentro de ti, no teu olhar e nos teus gestos. Mas não me pertences, não posso, és nada e és tudo.

Só o esquecimento é permitido, a opressão, o sofrimento, o sonho, a ilusão... as palavras são as minhas eternas confidentes e nelas morrerá o meu desejo. Nelas e em ti meu querido, tu lês o meu olhar e eu leio o teu pensamento.. ele diz-me "está errado. queres e não podes ter".

 

Perdão vs Orgulho

por Cátia Bernardo, em 17.09.06

Desculpar - "Fazer desaparecer a culpa de; perdoar; justificar".
Orgulho - "Elevado conceito que alguém faz de si próprio; soberba; altivez; ufania".

 

   É incrível como estas duas palavras se anulam uma à outra. O que ainda é mais incrível, é o facto das pessoas escolherem sempre o segundo caminho, o de serem orgulhosas. Preferem arrastar um problema durante anos e anos sem nunca darem o braço a torcer, preferem viver num silêncio doloroso a terem que "humilhar-se" (segundo o seu pensamento) e admitirem que falharam e que erraram. O que eles não se apercebem é que é essa atitude arrogante que os humilha.

   O ser humano erra por natureza, é inevitável. Quem de nós pode dizer: "Nunca errei"?; ao dizer isto já errou. Não está nas nossas mãos decidirmos se vamos errar ou não, porque mais cedo ou mais tarde caímos nele até sem nos apercebermos. Mas está nas nossas mãos consertar o que fizémos de mal. E um aparente simples pedido de desculpas pode evitar muito sofrimento e ressentimento.

    É fácil? De maneira alguma, é muito difícil. Mas será que a pessoa a quem nós magoámos não merece esse sacrifício? A pessoa que nós gostamos, e até que pode ser nossa família? Ou será que preferimos refugiarmo-nos dentro de um silêncio ensurdecedor e fingir que esquecemos tudo, agir como se nada se tivesse passado, com a falsa (e mesmo estúpida) esperança que a pessoa 'atingida' faça o mesmo e nos perdoe? Seria um total acto de cobardia, e ignorância.
    Nem todos os problemas se resolvem com o tempo.

   Queremos tanto a paz e esperamos sempre que os outros a consigam por nós, enquanto ficamos descansadinhos no sofá a ver televisão e a criticar as pessoas, ou a falar mal da vida dos nossos amigos, vizinhos, familiares, etc; em como eles deviam ter feito isto ou aquilo e o que fizeram foi errado.

  Errar é humano, mas não consertar esse erro já não é humano, é cobardia e ignorância. E infelizmente, é o que vejo à minha volta todos os dias: cobardia e ignorância.

   Que tal mudarmos o panorama?

Destino

por Cátia Bernardo, em 29.06.06

Como ando com falta de ideias, deixo-vos aqui um poema escrito por Almeida Garrett.

 

Destino

 

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta: -Florece!
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou se à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai! não mo disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

Almeida Garrett

 

 

 

"Antes de partires um <3, vê se não estás dentro dele"

por Cátia Bernardo, em 16.06.06

Amor é lembrar e não esquecer,
É sorrir e não sofrer,
É cantar  e dançar,
É ser e não morrer.

 

 

Amor é prazer e é sonhar,
É dar e receber,
É querer e alcançar
É tentar e é vencer.

 

 

É escrever e rimar,
É sentir e não pensar,
É compreender e mostrar
Que amor é unir e não separar.

 

 

Mas, se assim é
Porque perco eu a minha fé
Ao remar sem cessar
Nesta tumultuosa maré?

 

 

Também eu pensava
Que amor era sinónimo de calor,
Que era saudade e lealdade
Em vez de obrigação e razão.

 

Agora vejo que amor é apenas ilusão:
Nasce no coração,
Alimenta-se da paixão
E vai morrer na traição.

Manhã

por Cátia Bernardo, em 22.05.06

O sol acaba de espreguiçar-se
Tentando fazer o seu árduo trabalho
Num dia frio,
Frio que paralisa os movimentos e as ideias,
Que só se deixam aquecer
No silêncio da mente.

As pessoas andam atarefadas
Ao som da sinfonia dos pássaros
Que embelezam o panorama

A água das poças ganha vida
E espelha a realidade
Que nos rodeia.
 

O mundo de aparências,
O mundo de afazeres,
O mundo de maldades encoberto
Por uma manta que afaga tal hipocrisia.

Sorrisos roubados, felicidade iludida
Nesta utopia de vida.
Cada um com os seus sofrimentos,
Cada um com as suas lágrimas,
Cada um com a sua poesia.

 

 

Amor: causa de felicidade ou infelicidade?

por Cátia Bernardo, em 21.05.06

  O amor é a afeição que temos por uma pessoa, ou seja, é um sentimento bom. Ao ser um sentimento bom, devia ser causa de felicidade, mas nem sempre nos conduz a ela. Às vezes, por detrás dessa felicidade esconde-se tristeza e incerteza.

Todos nós já tivemos más experiências no campo amoroso, já sofremos desilusões; quer seja pela perda de alguém, por um amor não correspondido ou por traição. Esses sofrimentos podem tornar-nos pessoas frias, egoístas, com pouca auto-estima, e até mesmo podem fazer com que nunca mais acreditemos no amor. Mas por outro lado, nem sempre são aspectos negativos, pois de certa forma amadurecem-nos e preparam-nos para encarar as situações de uma maneira mais forte.

 

 

  É preferível encarar o amor de uma forma positiva, porque o próprio Mundo gira à volta dele. Não só o amor proveniente das relações amorosas, mas também o amor que sentimos pela nossa família, pelos nossos amigos, pelas pessoas que nos rodeiam e que ajudamos, etc. De certa forma, o amor completa-nos, porque ao sofrermos de uma desilusão amorosa, podemos refugiar-nos no amor da nossa família, ou dos nossos amigos. Sem estes tipos de amor, não haveria felicidade, viveríamos de uma forma apática, sem interesse por nada nem por ninguém, ou seja, não viveríamos, sobreviveríamos.

 

 

      Em suma, eu considero o amor uma causa de felicidade, visto que é ele que nos faz olhar o mundo de uma forma diferente e positiva, dá-nos vontade de viver a vida, de explorar o desconhecido. Isto tudo é a chave de chegarmos mais perto da felicidade, porque "ser feliz não é fazer o que gostamos, mas gostarmos do que fazemos".

'Passione'

por Cátia Bernardo, em 27.03.06

Adoro observar-te.. as tuas feições.. o teu sorriso, a maneira como falas e olhas.. até mesmo quando estás sério.. Que visão, que deslumbramento, que perdição!

És o meu segredo mais profundo.. shh.. ninguém sabe! Deixemo-nos levar por estes pensamentos secretos... tão puros, tão bons..

Revolves a minha mente de uma forma tão suave e tão violenta que me pões em desordem..!

Quando te vejo fico perplexa.. Agradeço a Deus por me ter enviado este anjo.. anjo de pecado.. que me enfeitiça a mente, o corpo, os sentidos.. Não posso evitá-lo!

Cara angelical... Corpo assombrador.. Tens em mim um efeito que me abala, que me põe confusa, que me faz perder os sentidos e a noção do Mundo quando estou a observar-te.. A observar-te atentamente com gosto.. com interesse.. com vontade de descobrir esse poder misterioso que possuis! Desejo-te ambiciosamente, impacientemente, ansiosamente!

Imagino o teu sabor.. Sabor a chocolate... Sabor a morango... Sabor a mel..! Mas apenas posso imaginar, porque não passas de fantasia.. de uma idealização.. de uma ilusão! fantasia que adoro ter, em que me adoro entregar e perder!

És o meu pensamento, és o meu desejo, és a minha paixão...

 

[Que se há-de fazer.. Hoje estou nostálgica! :)]

 

 

 

 

7 coisas..

por Cátia Bernardo, em 26.03.06

Vi esta ideia num blog e achei-a interessante.. serve não só para me ficarem a conhecer melhor (ainda mais um bocadinho) e ao mesmo tempo vão respondendo por vocês.

 

 

 

8 coisas que temo:

1. perder o controlo das situações
2. dizer "não consigo"
3. pessoas ignorantes
4. ser 'invisível'
5. uma doença
6. abelhas!
7. a minha capacidade de tanto aguentar as coisas

8.perder-me

 

 

 8 coisas que mais gosto:

1. ouvir o silêncio
2. ser abraçada
3. beijar
4. ser surpreendida
5. dançar
6. escrever
7. rir às gargalhadas

8. um banho bem quente

 

 8 coisas que não gosto:

1. mentiras
2. pessoas ignorantes
3. ser contrariada
4. que gritem comigo
5. cócegas
6. esperar
7. chatear-me com quem gosto

8. que me substimem

 

8 coisas importantes no meu quarto:

1. portátil
2. a cama
3. mapa mundo 
4. livros
5. incenso
6. o espelho
7. os quadros

8. janela

 

8 factos sobre mim:

1. gosto de aprender
2. sou mais simples do que pareço
3. sou boa ouvinte
4. sou péssima a puxar conversa
5. penso demais
6. vivo com poesia cada dia
7. estou num mundo à parte (other side of the world)

8. sou leal a quem merece

 

 8 comidas e bebidas preferidas:

1. chocolate
2. cozinha italiana
3. cozinha mexicana
4. cozinha chinesa

5. limonada
6. leite
7. melancia

8. coca-cola

 

 8 coisas que planeio fazer antes de morrer:

1. Ajudar pessoas que (realmente) precisam
2. viajar pelo mundo (to the moon!)
3. Atingir a paz interior
4. Fazer a diferença
5. Conseguir compreender pessoas ignorantes
6. Ser livre
7. Olhar para o passado e dizer: "Muito bem"

8. Aprender a ser uma pessoa melhor.

 

Vidas

por Cátia Bernardo, em 19.03.06

  Vivemos a nossa vida centrados nos problemas do dia-a-dia, nas dificuldades que temos que enfrentar, tentando fazer história com ela.. Mas esquecemo-nos das outras vidas e das histórias que elas fizeram. Vidas de pessoas próximas, da família, amigos.. Esquecemo-nos que para vivermos e fazermos a nossa própria  história, temos que primeiro conhecer as histórias de outras vidas. São elas que nos ensinam muita coisa, dão-nos sabedoria, fazem-nos crescer. Em vez de nos centrarmos em nós e nos nossos problemas, devíamos ouvir o que os outros têm-nos para dizer.

  Às vezes encontramos histórias inacreditáveis, que fazem parte de nós também, e que podem mudar (para melhor ou pior) a nossa forma de olhar as coisas, a nossa maneira de viver.

  Viver obcecado com a própria vida é uma prisão.. Precisamos de expandir o nosso conhecimento, não só nos faz muito bem como também ficamos a saber coisas que nem sequer imaginaríamos um dia que pudessem ter acontecido.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2008
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2007
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2006
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D