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Other Side of the World..

Other Side of the World..

Sou.Não sou.

por Cátia Bernardo, em 05.06.08

 

     Se não sou o que fui ontem, nem o que serei amanhã, quem sou eu hoje? O que é este corpo inerte neste tempo presente? Assombrado pelo passado, em expectativa pelo futuro, o que faz ele hoje? Condicionado por estranhas regras a que obedece como por obrigação, liberdade não há, é apenas um mito. Cada abrir de olhos é uma lágrima, cada consciência é um grito. Mundo onde é proibido falar, proibido ouvir, onde é condenado o sentir. Mundo de medo pela ridicularização, somos robots da existência, conformados com o conformismo, oprimidos pela voz imposta desde o nosso amanhecer.
    O que aconteceu à palavra? O que aconteceu à acção? O que aconteceu ao sentimento? O que aconteceu à revolução?
     Pequenos animais inconscientes, caminham egoístas como se tudo fosse seu, chamando meu a tudo o que for de valor material. Sobrevalorizam a palavra "Eu" em vez da palavra "Nós", olham sempre em frente nunca olhando para os lados.
     O que aconteceu às pessoas? O que aconteceu à humildade? O que aconteceu aos valores? O que aconteceu à Humanidade?
    Mundo onde se torna proibido o amar, o desejar, onde se torna ridículo o querer. O enganar, o mentir, o aliciar, o fingir, ah isso sim!, hoje é sinal de valentia. Pois para mim não passa de um acto de cobardia! 
    Já sei que corpo é este, neste tempo presente, é a voz da diferença, é a voz da revolta, que não obedece, que não tem alma de derrota! Corpo que sente e não tem vergonha de o desinibir, corpo que ama e não tem medo de o admitir. O que é viver sem emoção, o que é morrer sem recordação? É como poesia sem rima, como música sem ritmo, como sociedade sem cultura, como pintura sem brilho. Denominam-se de sociedade evoluída, mas em que sentido se tudo o que vejo é uma sociedade corrompida?
   Abram os olhos e vejam o sol lá fora em sinal de alegria, em sinal de liberdade. Soltem os sorrisos que vos ensinaram a reprimir, soltem as gargalhadas que vos incentivaram a desistir. Mas sobretudo, soltem as palavras que sempre vos ensinaram a coibir.

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